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Juninho, ex-coordenador da seleção, passa a limpo a Copa do Catar

Sem passagem de bastão, ex-jogador defende acertos em ciclo do último Mundial: "O processo foi de excelência"
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Amanda Omura

Aos 50 anos, Oswaldo Giroldo Júnior, o Juninho, prefere respirar antes de buscar novo rumo profissional. Depois de dez anos no Ituano, ele foi escolhido como diretor de Desenvolvimento da CBF no início da gestão Rogério Caboclo e logo substituiu Edu Gaspar, em 2019, como coordenador da Seleção.

Desligado no fim da Copa do Catar, o ex-jogador, campeão do mundo pelo São Paulo e pela seleção brasileira em 2002, concedeu entrevista, e relembrou o que passou ao lado de Tite e companhia.

Prodígio do "expressinho" de Telê no São Paulo no início dos anos de 1990, Juninho começou no futebol de salão do Juventus-SP aos seis anos, mas quase largou tudo pelas negativas no campo no tradicional clube da Mooca paulista e também no Corinthians. Com apoio do pai, ex-vendedor de alumínio e dono de banca de jornal, fez trabalho especial para engordar - saiu dos 55 kg para 58 kg com remédio todos os sábados e três refeições pesadas por dia - e se tornar um dos extraséries do seu tempo.

Com a experiência de quem teve o pai como empresário na carreira - e de quem olha para trás e vê algumas desvantagens nessa relação no desenvolvimento da carreira -, Juninho passa a limpo os quatro anos de CBF com reflexões sobre Neymar, Daniel Alves e a escolha do novo técnico do Brasil.

Depois da eliminação do Brasil, discutiu-se aquela imagem do Tite saindo de campo logo após os pênaltis contra a Croácia. Qual a sua avaliação daquele episódio?
– Nos pênaltis, ele estava com todo mundo e tinham vários jogadores ali. Quando terminou, eu já parti para os jogadores que estavam em campo. E ele ficou com esse pessoal todo. Foi uma tristeza muito grande para ele. Acho que foi um dos piores momentos da vida dele, da carreira. Teve a Bélgica, mas (antes da Copa de 2022) teve um ciclo inteiro, a confiança era muito grande nesse período. Tudo caiu em cima da cabeça dele. Sempre cai em cima da cabeça do treinador primeiro essa eliminação. Mesmo assim ele ficou ainda com o pessoal ali próximo, não teve essa atitude de entrar em campo, mas ele é muito introspectivo.

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