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Rússia anuncia vitória em regiões ucranianas

O governo russo - que organizou as consultas públicas - afirmou 96% dos votantes escolheram a anexação à Rússia
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Amanda Omura

A Rússia anunciou nesta terça-feira (27) o resultado parcial do referendo que realizou nos últimos dias em quatro regiões ucranianas ocupadas. O governo russo - que organizou as consultas públicas - afirmou 96% dos votantes escolheram a anexação à Rússia, segundo a agência de notícias estatal do país Tass.

Kiev não reconhece os resultados e afirmou que a consulta pública é uma farsa. Já o chefe do Parlamento russo disse que, com o resultado, as áreas podem ser anexadas em 4 de outubro.

A votação ocorreu desde sexta-feira (23) e durante cinco dias em quatro regiões da Ucrânia - Donetsk e Luhansk, no leste, e Zaporizhzhia e Kherson, no sul. Juntas, elas respondem por 15% do território ucraniano.

O resultado parcial abre caminho para o presidente Vladimir Putin anexar as quatro áreas e, a partir daí, declarar qualquer tentativa de Kiev de recuperar o território como uma declaração de guerra. Em pronunciamento pela TV na semana passada, Putin afirmou que estava disposto a usar armas nucleares para defender a "integridade territorial" da Rússia.

Valentina Matviyenko, chefe da câmara alta do parlamento russo, disse que se os resultados da votação forem favoráveis, poderá considerar a incorporação das quatro regiões até 4 de outubro.
A Ucrânia advertiu repetidamente que a anexação russa de territórios adicionais destruiria qualquer chance de negociações de paz.

A agência de notícias russa RIA disse que as contagens iniciais mostraram maiorias variando de 96,97% na região de Kherson, com base em 14% dos votos contados, a 98,19% em Zaporizhzhia, com base em 18% da contagem.

Ucrânia e Otan discutem aumento de apoio militar às tropas de Kiev
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que discutiu nesta terça-feira (27) mais apoio às forças armadas da Ucrânia pelos Estados membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em uma ligação com o secretário-geral do bloco, Jens Stoltenberg.

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