Um ataque com drones em Moscou neste domingo (30/7) danificou a fachada de dois prédios sem deixar feridos, afirmaram autoridades russas.
O Ministério da Defesa da Rússia disse que três drones ucranianos foram derrubados e que dois se chocaram a escritórios. Nas últimas 24 horas um total de 44 equipamentos do tipo foram interceptados, disse o ministério.
A Tass, agência estatal de notícias, afirmou que um guarda do prédio ficou ferido por estilhaços de vidro no ataque de Moscou, atribuindo a informação a uma pessoa não identificada dos serviços de emergência.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky declarou em uma gravação de vídeo que "gradualmente, a guerra está retornando ao território da Rússia — aos seus centros simbólicos e bases militares, e isso é um processo inevitável, natural e absolutamente justo".
"Hoje é o 522° dia da chamada 'Operação Militar Especial', que a liderança russa pensou que duraria algumas semanas", afirmou Zelensky que não assumiu abertamente a autoria do ataque deste domingo.
Os voos foram brevemente suspensos no aeroporto de Vnukovo, a sudoeste do centro de Moscou, após a ação com drone.
Uma testemunha ocular, que apenas deu seu primeiro nome como Liya, disse à agência de notícia Reuters que viu fogo e fumaça. "Ouvimos uma explosão e foi como uma onda, todos pularam", disse ela. "Aí havia muita fumaça e não dava para ver nada. De cima, dava para ver fogo."
Horas antes, o presidente russo Vladimir Putin disse não rejeitar negociações de paz sobre o conflito.
Acontecimentos dos últimos dias na guerra
O presidente Zelensky visitou nos últimos dias as forças especiais ucranianas perto de Bakhmut, a cidade onde alguns dos combates mais violentos da guerra estão ocorrendo.
As autoridades ucranianas disseram que as tropas de Kiev estão avançando gradualmente perto de Bakhmut, no leste, que as forças russas tomaram em maio.
