Ex-jogador do Vasco enfrenta acusações graves de violência sexual
O ex-meia francês Dimitri Payet, que atuou pelo Vasco da Gama entre 2023 e 2025, voltou aos noticiários brasileiros após deixar o futebol. Desta vez, não é por questões esportivas, mas por um processo judicial complexo que tramita no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O atleta enfrenta acusações de violência física, sexual, psicológica e verbal feitas por sua ex-companheira extraconjugal, a influenciadora e advogada catarinense Larissa Ferrari.
Cronologia do caso e evolução das acusações
O registro junto ao Ministério Público remonta a 2025, com o relacionamento entre os dois tendo ocorrido entre agosto de 2024 e março de 2025. Inicialmente, o processo foi vinculado apenas como lesão corporal decorrente de violência doméstica. No entanto, com o avanço da ação, novas acusações foram adicionadas, incluindo o crime de violência sexual, que agora ganhou força processual.
Larissa Ferrari explica em entrevista que desde o início denunciou Payet por múltiplas formas de agressão: física, sexual, psicológica e verbal. Segundo ela, o processo evoluiu porque suas acusações iniciais não contemplavam toda a amplitude dos crimes sofridos. "Desde o início eu sempre o denunciei por violência física, sexual, psicológica e verbal. Mas inicialmente o processo foi vinculado somente como lesão corporal decorrente de violência doméstica", relatou a vítima.
Relato detalhado dos abusos alegados
Em documento apresentado às autoridades com 23 páginas, Larissa Ferrari descreve episódios de violência que teria sofrido durante o relacionamento. A denunciante afirma ter sido submetida a comportamentos que classifica como "humilhantes e violentos", detalhando situações específicas de agressão física e sexual.
Um trecho particularmente grave do depoimento descreve: "Durante o sexo, começou a me castigar, me bater e pisotear minha cara". Larissa relata também ter se sentido "emocionalmente violada" por essas experiências. Em outro momento do depoimento, ela detalha o impacto emocional da relação, afirmando que não tinha escolha ou dignidade, descrevendo a situação como "uma imposição brutal e repugnante por parte de um homem que se achava no direito divino de me possuir, abusar de mim e descartar-me".
Próximos passos do processo judicial
Atualmente, o tribunal aguarda a possibilidade de ouvir testemunhas que possam corroborar as acusações. Larissa menciona que existem pessoas próximas a ela no Rio de Janeiro que a viram machucada durante o período de relacionamento, bem como outras em sua cidade natal que podem testemunhar sobre seu estado físico e emocional.
"Após o início do processo, a gente pediu o acréscimo da violência sexual e agora essa possibilidade foi reaberta. Agora eles estão aguardando a possibilidade de ouvir testemunhas", revelou a denunciante ao explicar os avanços processuais recentes.
Resposta e defesa de Dimitri Payet
Do lado de Payet, todas as acusações são categor icamente negadas. O ex-jogador, que retornou à França após deixar o Vasco, reconhece o relacionamento com Larissa Ferrari, porém afirma que tudo ocorreu de forma consensual. Segundo sua versão dos fatos, as práticas descritivas seriam "não convencionais", mas teriam partido da própria denunciante, refutando qualquer forma de agressão ou abuso.
Expectativas da vítima por justiça
Enquanto o caso segue sob análise da Justiça, que deverá decidir sobre a manutenção das acusações e se a ação avançará para julgamento formal, Larissa Ferrari mantém a esperança em uma condenação. A influenciadora e advogada afirma continuar lidando diariamente com os efeitos emocionais da relação e expressa seu desejo de que o caso sirva como exemplo para outros casos semelhantes.
"Todos os dias suporto a vergonha e a humilhação. Espero que o Dimitri seja condenado. Quero que isto sirva de exemplo para todos aqueles que se calam perante os abusos", concluiu Larissa em seu depoimento, reafirmando seu compromisso com a busca por justiça e responsabilização.
