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PF solicita prisão preventiva de Ricardo Magro por práticas criminais reiteradas em fraude de combustíveis

PF pede prisão preventiva de Ricardo Magro por fraudes reiteradas em refinaria. Ministro Alexandre de Moraes aprova medida. Investigação revela celulares em nome de mortos.
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Amanda Clark

Pedido de Prisão Preventiva e Acusações Contra Ricardo Magro

A Polícia Federal apresentou um pedido de prisão preventiva contra o empresário Ricardo Magro, controlador do grupo Refit e da Refinaria de Manguinhos, argumentando que sua liberdade resultaria na continuidade de atividades criminosas. Os investigadores sustentam que, mantendo-se livre, Magro permaneceria no comando do grupo empresarial e teria acesso irrestrito às empresas utilizadas para práticas ilícitas.

De acordo com a representação policial, a manutenção da liberdade do empresário geraria como "consequência lógica" a reiteração de delitos graves, incluindo gestão fraudulenta, lavagem de capitais, evasão de divisas e crimes contra a ordem econômica. Esta fundamentação técnica formou a base do processo que chegou à análise do Ministério Público Federal.

Posicionamento da Procuradoria-Geral da República

A Procuradoria-Geral da República concordou integralmente com a medida cautelar solicitada pela Polícia Federal. O órgão classificou Ricardo Magro como a "principal liderança e beneficiário das fraudes praticadas pela estrutura criminosa", reforçando sua importância central nas operações investigadas.

Além disso, o Ministério Público Federal destacou que o empresário é considerado foragido, representando risco concreto à aplicação da lei penal, à ordem pública e ao desenvolvimento adequado das investigações em andamento. A instituição enfatizou também que a prisão de Magro era necessária para garantir que outros investigados pudessem prestar declarações "livres de eventuais ameaças e constrangimentos".

Inclusão na Lista da Interpol e Operações Internacionais

A Polícia Federal requereu ainda a inclusão do nome de Ricardo Magro na lista de Difusão Vermelha da Interpol, buscando não apenas sua prisão, mas também sua extradição para o Brasil. Os investigadores apontaram que o empresário pratica fraudes operando "longe do território nacional" e desvia os lucros ilícitos para o exterior, prejudicando credores e comprometendo a atividade de empresas nacionais.

Segundo a corporação, a inclusão na lista dos mais procurados da polícia internacional objetiva, no mínimo, "impor empecilhos burocráticos à perpetuação das fraudes" capitaneadas por Magro, dificultando suas operações criminosas internacionais.

Aprovação Judicial e Contexto da Operação

O ministro Alexandre de Moraes acolheu os pedidos da Polícia Federal, considerando a medida necessária para "resguardar a ordem pública e econômica e a conveniência da instrução criminal". Magro foi identificado como um dos alvos principais da Operação Sem Refino, sendo o único alvo de mandado de prisão nesta ofensiva inicial.

A operação também incluiu buscas contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que, por meio de sua defesa, afirmou que os procedimentos realizados sob sua gestão "obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente".

Descoberta de Comunicações Suspeitas: Celulares em Nome de Mortos

Durante a investigação, a Polícia Federal identificou uma prática particularmente preocupante: o uso de telefones cadastrados em nome de pessoas já mortas para manter comunicações consideradas suspeitas. Esta descoberta ocorreu após análise minuciosa do celular de um auditor fiscal.

Os investigadores constataram interações frequentes com um contato identificado como "Márcio PF", que utilizava uma linha telefônica registrada em nome de uma pessoa falecida desde 2021, sem qualquer vínculo com a corporação policial. Para a Polícia Federal, a utilização de uma linha ativa em nome de uma pessoa falecida constitui tentativa deliberada de ocultação de identidade.

A constância dos encontros, a regularidade das comunicações e o cuidado na escolha dos locais reforçam a suspeita de que a relação estaria diretamente ligada às atividades ilícitas investigadas, indicando um nível sofisticado de planejamento criminoso.

Características da Operação Sem Refino

Segundo a Polícia Federal, a Operação Sem Refino apura a atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis por suspeita de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior, revelando um esquema complexo de fraudes no setor de combustíveis brasileiro.

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