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Governo estuda prorrogar GLO em portos e aeroportos por 6 meses

As Forças Armadas ganharam poder de polícia nos aeroportos, e nos portos a Marinha passou a monitorar os acessos
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Amanda Omura

A Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em portos e aeroportos deve ser prorrogada por mais 6 meses e chegar ao Nordeste. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em entrevista nesta terça-feira (23).

“A orientação, a sugestão desses que estão atuando, é prorrogar por mais 6 meses”, disse Dino, que está de saída do ministério para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

O decreto dessa GLO foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 1º de novembro, e a operação começou no dia 6 de novembro, com prazo até maio deste ano.

Dino contou ter participado de uma reunião mais cedo com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, com os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica e com representantes da Polícia Federal (PF).

“Houve uma avaliação unânime de que a GLO dos Portos e Aeroportos foi um acerto. É eficiente e tem resultado em apreensão de drogas, prisão de pessoas e desvios de rotas por parte de organizações criminosas. Isso significa embaraçar as suas atividades”, explicou o ministro.

Ainda segundo Dino, “emergiu a proposta de extensão para outros portos e aeroportos, sobretudo no Nordeste”.

O que é a GLO dos Portos e Aeroportos
A GLO em vigor desde novembro engloba os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e em Guarulhos, em São Paulo, além dos portos do Rio, de Itaguaí (RJ) e de Santos (SP).

As Forças Armadas ganharam poder de polícia nos aeroportos, e nos portos a Marinha passou a monitorar os acessos e a revistar embarcações.

Quase 4 mil militares foram mobilizados para a GLO.

Lula optou pela GLO nos portos e aeroportos porque o governo considerou a melhor maneira de realizar um trabalho integrado com as polícias dos estados.

A medida abrange os portos de Itaguaí (RJ), Rio de Janeiro e Santos (SP). E os aeroportos de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). Com o decreto assinado por Lula, militares das Forças Armadas atuarão nesses locais.

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