Você está em:

Marco fiscal: relator no Senado quer apresentar parecer com mudanças

Texto tramita em comissão e já recebeu 19 emendas; se houver nova versão, projeto retorna à Câmara
Picture of Amanda Omura

Amanda Omura

Relator da proposta de arcabouço fiscal na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou nesta terça-feira (6) que pode apresentar o parecer já na próxima semana – e com mudanças em relação ao que foi aprovado na Câmara.

Aziz afirmou que, já tratou do tema com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) no último domingo (4).

Até esta terça, o projeto tinha recebido 19 emendas de senadores sugerindo alterações no texto.

"Acertamos que, se tiver que mudar alguma coisa, vai ser de comum acordo com Lira e com o deputado Cajado [Cláudio Cajado, que relatou o projeto na Câmara]. Não vamos provocar embates, que só prejudicam o país", afirmou Aziz.
Se o Senado alterar o conteúdo do projeto, o texto tem que retornar à Câmara para uma nova votação – o que atrasa a sanção do texto e a entrada em vigor das regras.

As mudanças feitas em acordo com os deputados tentam, justamente, acelerar essa segunda votação.

O texto foi aprovado pela Câmara no último dia 24, e o governo aposta na sanção do marco fiscal para melhorar as expectativas para a economia, ajudando por exemplo na queda da taxa básica de juros.

As emendas no Senado
As propostas de alterações feitas pelo Senado até o momento se dividem em dois grupos.

A maior parte dos pedidos quer retirar, das novas limitações de gastos, três categorias de despesas consideradas fundamentais e estratégicas:

o piso salarial da enfermagem, aprovado no fim do ano passado;
o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que financia o ensino básico no país;
e o Fundo Constitucional do Distrito Federal, repassado pela União para ajudar a custear a saúde, a educação e a segurança pública da capital federal.
O quatro grupo de emendas se refere ao artigo 15 do projeto de lei, que criou uma forma complexa para garantir gastos extras ao governo em 2024.

De acordo com Aziz, o texto é dúbio e deverá ser revisto. Sobre o Fundo Constitucional, o senador afirmou que "não tem intenção de prejudicar nenhum estado".

Posts Relacionados

Patrimônio de Nikolas Ferreira cresce 8.850%: de R$ 36 mil para R$ 3,8 milhões em primeiro mandato

Patrimônio de Nikolas Ferreira cresce 8.850%: de R$ 36 mil para R$ 3,8 milhões em primeiro mandato

Patrimônio de Nikolas Ferreira cresce 8.850% em primeiro mandato: de R$ 36 mil para R$ 3,8 milhões. Saiba detalhes.

Fact-Check da Entrevista de Ronaldo Caiado: Veja o Que é Fato e Fake

Fact-Check da Entrevista de Ronaldo Caiado: Veja o Que é Fato e Fake

Fact-check das declarações de Ronaldo Caiado em entrevista ao G1 e GloboNews. Confira o que é fato e fake.

Romeu Zema declara patrimônio de R$ 178,7 milhões ao registrar candidatura presidencial no TSE

Romeu Zema declara patrimônio de R$ 178,7 milhões ao registrar candidatura presidencial no TSE

Romeu Zema declara patrimônio de R$ 178,7 milhões ao oficializar candidatura presidencial no TSE em 2026.

Boulos descarta negociações na PEC da redução de jornada e pressiona Senado por votação urgente

Boulos descarta negociações na PEC da redução de jornada e pressiona Senado por votação urgente

Boulos descarta negociações na PEC de redução de jornada de 44 para 40 horas e pressiona Senado por votação imediata.

Flávio Bolsonaro culpa Centrão pela falta de vice mulher: ‘Os caciques não vieram’

Flávio Bolsonaro culpa Centrão pela falta de vice mulher: ‘Os caciques não vieram’

Flávio Bolsonaro culpa partidos do Centrão pela falta de vice mulher. Saiba mais sobre as negociações frustradas e a escolha de Alfredo Gaspar.

Governo Lula interpreta ataques de Milei como estratégia para liderar extrema direita na América Latina

Governo Lula interpreta ataques de Milei como estratégia para liderar extrema direita na América Latina

Governo Lula vê ataques de Milei como tática para liderar extrema direita na América Latina. Brasil rebaixa relações diplomáticas com Argentina.

Campanha de Flávio Bolsonaro planeja ofensiva contra Lulinha no horário eleitoral e redes sociais

Campanha de Flávio Bolsonaro planeja ofensiva contra Lulinha no horário eleitoral e redes sociais

Campanha de Flávio Bolsonaro planeja usar investigações de Lulinha no horário eleitoral e redes sociais como estratégia ofensiva

Aliados de Lula apontam isolamento de Flávio após escolha de vice e exploração do caso INSS

Aliados de Lula apontam isolamento de Flávio após escolha de vice e exploração do caso INSS

Aliados de Lula criticam escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio, apontando isolamento do senador e tentativa de exploração do caso INSS.

pt_BRPortuguese