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‘Queremos relator que dialogue e bote pra votar’, diz Jaques Wagner

Líder diz que está esperançoso com o avanço da reforma tributária, mas que pretende ouvir a todos
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Amanda Omura

O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner, disse em entrevista à GloboNews que a relatoria do projeto está cotada para ficar entre os senadores Otto Alencar (PSD-BA), Eduardo Braga (MDB-PA) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e que a expectativa é de que a pauta seja debatida com tranquilidade.
"Evidentemente que a gente quer um relator que seja tranquilo o suficiente, que dialogue com o necessário e bote para votar. É importante a gente não pretender fazer tantas mudanças, mas é claro que não se pode negar à casa da federação que se discuta", diz o parlamentar.

Entre um dos trechos que pode sofrer alteração, explica Wagner, está o que trata dos incentivos tributários para a indústria automobilística no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. "Havia sido colocado no texto pelo relator e acabou caindo em uma votação difícil, por apenas um voto. Acho quase impossível que os senadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste não queiram recolocá-lo", fala.

Apesar das divergências que são esperadas, o líder do governo explica que espera por um consenso e que está com esperança de que o Senado tenha a mesma maturidade para votar o tema.

"É bom lembrar que uma PEC só é promulgada quando os dois iguale. A não ser que a gente use do expediente que já foi usado, de fazer uma promulgação das partes em comum e, eventualmente, se crie uma PEC paralela para continuar a trabalhar os pontos que foram conflitantes. Essa é uma saída interessante, porque preserva o eixo principal da proposta e continua com outros temas", conta o senador.

Wagner ainda ressaltou que vai ouvir todos os interessados e que deve ter reuniões com o presidente Lula (PT), com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e com o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA).

Adesão da oposição
Jaques Wagner parabenizou deputados do PL, partido de Bolsonaro, que votaram pelo projeto na Câmara e diz que é natural a oposição votar junto com o governo quando o tema é de interesse do Brasil.

Sobre a atuação da oposição no senado, Wagner acredita que o apoio pode até aumentar. "Acho que nós teremos uma tramitação até mais tranquila", analisa.

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