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Votos de Toffoli, Fux e Fachin serão decisivos no julgamento do STF sobre eleição para governador do Rio

STF julga eleição para governador do Rio em 8 de abril. Votos de Toffoli, Fux e Fachin serão decisivos entre eleição direta e indireta.
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Amanda Clark

Ministros decisivos no julgamento sobre eleição fluminense

O Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar, em sessão plenária física marcada para 8 de abril, uma questão crucial que definirá o modelo de eleição para o governo do Rio de Janeiro. De acordo com apurações internas, os votos dos ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e do presidente Edson Fachin deverão ser determinantes para a formação da maioria no caso. Atualmente, não existe consenso consolidado entre os magistrados, nem para o modelo de eleição direta nem para o indireto, ampliando significativamente o peso desses três votos no desfecho da controvérsia.

Contexto da disputa e suspensão do julgamento

O processo foi levado ao plenário após decisão do ministro Cristiano Zanin, que suspendeu a eleição indireta prevista pela legislação estadual e determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante o julgamento no plenário virtual, sob relatoria de Luiz Fux, havia indicativos de maioria para validar aspectos da lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio, incluindo o voto secreto e o prazo de 24 horas para desincompatibilização em caso de eleição indireta.

No entanto, o ministro Alexandre de Moraes abriu divergência defendendo eleições diretas, posição apoiada por Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino. Uma ação do PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes, também será analisada e reivindica a realização de eleição direta. Com a suspensão do julgamento, todos os votos foram zerados e poderão ser revistos, alterando completamente o cenário político da decisão.

Duas correntes em disputa no STF

Uma ala do STF vê as eleições diretas como solução mais apropriada, argumentando que são necessárias diante do contexto da renúncia. Segundo interlocutores dessa corrente, embora ainda não haja maioria consolidada, ela pode se fortalecer durante o julgamento, com possíveis ajustes nas regras a serem definidos posteriormente.

Por outro lado, há ministros preocupados com o impacto do calendário eleitoral. Essa corrente aponta que a organização de uma eleição direta no Rio demandaria mais de quatro meses, coincidindo com o período das eleições gerais de 2026. Conforme essa análise, mesmo em estados menores, um pleito requer no mínimo 100 dias de preparação, podendo chegar a 130 dias no Rio, sem considerar possível segundo turno. Esse fator tem sido utilizado como argumento para defender a eleição indireta e evitar sobrecarga do calendário político.

Situação inédita no Rio de Janeiro

A controvérsia ocorre em contexto singular. Com a renúncia de Cláudio Castro e ausência de vice-governador, o comando do Executivo estadual é exercido interinamente pelo desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça. Um dia após renunciar, Castro foi condenado no TSE por abuso de poder político e econômico, recebendo pena de oito anos de inelegibilidade, complexificando ainda mais a situação institucional fluminense.

Rodadas internas e busca por consenso

O presidente do STF deve promover conversas internas para alinhar posições e reduzir divergências, reconhecendo as dificuldades causadas pela divisão já manifestada no plenário. A avaliação entre ministros é que, sem esse esforço coordenado, o julgamento tenderá a resultar em placar apertado. Fachin tem afirmado publicamente que buscará o "consenso possível", reconhecendo a dificuldade de unanimidade, mas enfatizando a importância de viabilizar a decisão colegiada de forma responsável.

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