Mobilização por segurança na Barra da Tijuca
Moradores do Bosque Marapendi, localizado na Barra da Tijuca, saíram às ruas no final de junho para reivindicar melhorias urgentes de segurança pública. A mobilização foi desencadeada por uma série preocupante de assaltos na Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, região que tem enfrentado crescentes problemas com criminalidade. O movimento levou a Associação Bosque Marapendi (ABM) e a Subprefeitura da Barra a iniciarem ações concretas, incluindo poda preventiva de vegetação, reforço na iluminação pública e estudos para instalação de guaritas de monitoramento ao longo da via.
O caso que motivou a mobilização
A manifestação realizada no último domingo de junho reuniu dezenas de moradores da região em uma caminhada pela paz. O movimento ganhou força significativa após o caso traumático vivido pela advogada Livia Martins, seu marido e seu filho de 9 anos. A família foi vítima de um assalto violento na madrugada de 7 de junho, quando retornava para casa na Barra.
De acordo com o relato de Livia, dois criminosos em uma motocicleta abordaram o veículo de forma agressiva, fazendo ameaças com arma de fogo e roubando celulares, alianças e outros pertences. O momento mais traumático ocorreu quando a criança pediu aos assaltantes que não machucassem a família. O crime se intensificou quando um dos criminosos voltou apontando a arma para o marido de Livia, levando a família a temer o pior.
Ações implementadas após denúncia
Após o crime, a advogada abriu Boletim de Ocorrência e iniciou uma mobilização visando convocar um encontro com autoridades competentes para discutir a segurança no bairro. Em uma reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CCS), ela apresentou o caso a representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal e Subprefeitura da Barra.
A intenção de Livia era chamar a atenção para os problemas enfrentados por quem circula diariamente pelos arredores do Canal de Marapendi e buscar soluções que consigam ir além do reforço no policiamento tradicional. Segundo ela, a questão segurança transcende simplesmente aumentar a presença de policiais nas ruas.
Diagnóstico dos problemas estruturais
A advogada identificou diversos fatores estruturais que contribuem para a sensação de insegurança na região. A iluminação inadequada, a vegetação excessiva cobrindo as luminárias e a ciclovia deteriorada são elementos que favorecem a ação dos criminosos. Todos esses fatores contribuem para criar uma sensação de abandono que facilita a ocorrência de crimes.
Vistoria e medidas propostas
Representantes da ABM e da Subprefeitura da Barra realizaram uma vistoria completa no trecho entre o início da Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso e a Ponte Lúcio Costa para identificar as intervenções necessárias. Entre as medidas discutidas estão melhorias na iluminação pública, manutenção da ciclovia e a avaliação da instalação de duas guaritas de monitoramento nos extremos da avenida, uma no início, nas proximidades do número 378, e outra junto à Ponte Lúcio Costa.
Ações já em execução
A Subprefeitura da Barra informou que acionou a RioLuz para realizar uma vistoria no local e providenciar a manutenção das lâmpadas apagadas no Canal de Marapendi. O órgão também solicitou à Comlurb a poda de árvores na região com o objetivo de melhorar a iluminação e a visibilidade no entorno.
Uma das ações já começou a ser executada. No dia 6 de julho, equipes da Comlurb iniciaram a poda preventiva da vegetação ao longo da ciclovia do Canal de Marapendi, na altura do Condomínio Portal da Barra. De acordo com a ABM, também estavam previstas a poda das árvores entre a Ponte Lúcio Costa e o Parque das Rosas, bem como entre a Ponte do Downtown e a Ponte Lúcio Costa.
Próximos passos
A associação informou ainda que a pintura da ciclovia dependerá de um processo licitatório, o que pode demandar tempo adicional para sua conclusão. As ações em andamento representam um compromisso das autoridades em responder às demandas da comunidade e criar um ambiente mais seguro para todos os moradores da região da Barra da Tijuca.
