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Empresária italiana condenada a 18 anos por matar homem que roubou sua bolsa com atropelamentos repetidos

Empresária italiana condenada a 18 anos por matar homem em atropelamento após roubo de bolsa. Imagens mostram múltiplos impactos.
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Amanda Clark

Condenação por homicídio doloso qualificado na Itália

Uma empresária italiana de 65 anos recebeu condenação de 18 anos de prisão pela morte de Noureddine Mezgui, cidadão marroquino, em setembro de 2024. O crime ocorreu na cidade de Viareggio, localizada na região da Toscana, após um roubo de bolsa que desencadeou uma série de atropelamentos registrados por câmeras de segurança.

O caso ganhou ampla repercussão internacional após a divulgação das imagens de vigilância que mostram o momento exato do incidente. As gravações documentam a sequência de eventos que resultou na morte da vítima, incluindo múltiplos impactos de um veículo Mercedes de luxo contra o corpo do homem no chão.

Detalhes do incidente capturados pelas câmeras

Segundo as imagens de segurança, Noureddine Mezgui caiu ao solo após o primeiro impacto. Em seguida, o veículo deu ré e passou novamente sobre o homem. As gravações continuam registrando vários outros atropelamentos até que a vítima deixe de se mover. Antes de abandonar o local, a motorista recuperou a bolsa que havia sido levada durante o assalto. As equipes de emergência foram acionadas imediatamente, porém Mezgui já havia falecido no local do incidente.

Argumentação da defesa e negação de ameaça armada

Durante o processo judicial, a empresária afirmou ter sido ameaçada com uma faca e perseguiu o homem para recuperar seus pertences pessoais. Em depoimento à polícia, declarou: "Eu estava com medo. Não queria matá-lo, apenas recuperar minhas coisas. Havia documentos importantes na bolsa e eu não podia chamar a polícia porque meu celular estava lá dentro".

Seu advogado, Enrico Marzaduri, sustentou que sua cliente pretendia apenas impedir a fuga do assaltante e recuperar sua bolsa. A defesa argumentou que não havia intenção de matar. Porém, investigadores posteriores revelaram que a vítima não portava nenhuma faca no momento do incidente, contradizendo completamente a versão apresentada pela acusada.

Decisão judicial e críticas internacionais

A Justiça italiana rejeitou os pedidos para reclassificar o caso como legítima defesa ou homicídio culposo. O tribunal condenou a empresária por homicídio doloso qualificado, a forma mais grave de acusação de homicídio. Apesar da sentença de 18 anos de prisão, o tribunal autorizou que ela cumpra a pena em regime de prisão domiciliar, decisão que gerou repercussão negativa.

Familiares de Mezgui criticaram fortemente a sentença. Em entrevista à emissora marroquina Chouf TV, as irmãs da vítima afirmaram: "Nem mesmo um animal é morto dessa maneira. Pedimos justiça para o nosso irmão".

O arcebispo local, monsenhor Paolo Giulietti, também condenou veementemente a ação após a divulgação das imagens, declarando: "Nada, absolutamente nada, pode justificar um assassinato".

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