Operação resulta na captura de suspeito envolvido na morte do agente Carlos Alberto Freire Neto
Uma operação estratégica da Polícia Civil realizada na sexta-feira na comunidade do Muquiço, localizada em Guadalupe na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou na localização e captura de um dos indivíduos apontados como responsável pela morte do policial Carlos Alberto Freire Neto. O suspeito, identificado como Paulo Roberto Barreto da Silva, conhecido pelos apelidos PL ou Arcanjo, foi baleado durante confronto com agentes e encaminhado para uma unidade de saúde, onde permanece internado sob custódia policial.
A ação foi conduzida por equipes especializadas da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e da 96ª DP de Miguel Pereira, resultando não apenas na captura do principal suspeito, mas também na prisão de seis homens adicionais e na apreensão de um adolescente. Durante o confronto, agentes foram novamente atacados pelos criminosos, confirmando a resistência enfrentada pelas forças de segurança na região.
Material apreendido e histórico criminal do suspeito
Com Paulo Roberto Barreto da Silva foram apreendidos itens significativos que comprovam seu envolvimento em atividades criminosas. Entre os objetos confiscados estavam uma pistola com dois carregadores, drogas e um rádio comunicador. Além disso, a polícia descobriu uma central clandestina de internet operada pela quadrilha na comunidade.
O suspeito possui um extenso histórico criminal e era conhecido por se exibir portando armas em postagens nas redes sociais. Em uma das publicações identificadas pela Polícia Civil, o indivíduo aparecia dormindo com um fuzil em sua cama, demonstrando seu envolvimento com a criminalidade organizada e a falta de discrição nas atividades ilícitas.
Circunstâncias da morte do policial Carlos Alberto Freire Neto
A tragédia que motivou esta operação ocorreu no início do mês, quando o agente Carlos Alberto Freire Neto foi atacado na mesma comunidade. Quatro agentes da DHBF, incluindo o inspetor Neto, foram até o Muquiço para uma ação de reconhecimento na entrada da comunidade. O grupo utilizava uma viatura descaracterizada para tentar passar despercebido.
No entanto, ao aproximarem-se da localidade, a viatura branca foi violentamente atacada por traficantes que formaram uma barricada improvisada com pneus em uma valeta. Carlos Alberto Freire Neto, que tinha 35 anos e dirigia o Nissan Branco, foi surpreendido por criminosos que iniciaram disparos sem aviso prévio. O policial foi ferido na cabeça durante o ataque.
Reação heroica do policial baleado
Mesmo gravemente ferido, o inspetor demonstrou coragem e presença de espírito. Apesar do disparo que o atingiu, Neto conseguiu avançar aproximadamente 150 metros com o veículo, atravessando a pista lateral da Avenida Brasil. O carro só parou quando bateu contra um muro na pista central, sentido Centro. Essa ação rápida pode ter salvado a vida dos outros três policiais que estavam no interior do veículo, incluindo uma inspetora que foi baleada na perna.
Infelizmente, o agente não resistiu aos ferimentos causados pelo disparo na cabeça. Seus colegas que passavam pela via expressa em um carro da Secretaria estadual de Polícia Penal (Seppen) ainda conseguiram trocar tiros com os criminosos, que fugiram em seguida, deixando um saldo de tragédia e investigações em andamento.
Encaminhamentos processuais
Paulo Roberto Barreto da Silva será autuado em flagrante assim que receber alta médica e será encaminhado à prisão para responder pelos crimes investigados. A operação marca um avanço importante nas investigações sobre a morte do policial e demonstra o empenho das forças de segurança em trazer justiça para a vítima e sua família.
