Reação de Monique no Hospital Barra D'Or
A médica Maria Cristina Souza Azevedo prestou depoimento nesta quarta-feira durante o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e de Monique Medeiros. Segundo a profissional de saúde, a professora "parecia não acreditar" na morte do filho Henry Borel, após a confirmação do óbito no Hospital Barra D'Or, localizado no Rio de Janeiro.
Maria Cristina descreveu que Monique apresentava estado de choque no momento em que recebeu a notícia trágica sobre o falecimento de seu filho. A testemunha afirmou ao promotor Fábio Vieira que a reação da acusada era compatível com uma pessoa em profundo estado de choque, incapaz de processar a realidade do momento.
Momento emocional no tribunal
O depoimento ocorreu no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro. Pouco após o relato da médica sobre as reações de Monique, a acusada chorou intensamente ao assistir a um vídeo do filho dançando na casa do pai. A gravação havia sido feita na manhã de domingo, apenas um dia antes da morte do menino.
O vídeo foi exibido pelo assistente de acusação Cristiano Medina enquanto a médica detalhava minuciosamente o atendimento prestado a Henry na noite de 8 de março de 2021. O momento deixou clara a conexão emocional entre a mãe e seu filho falecido.
Detalhes do atendimento médico
De acordo com Maria Cristina Souza Azevedo, Henry chegou à unidade hospitalar em parada cardiorrespiratória. A criança apresentava marcas roxas em várias partes do corpo, incluindo tórax, abdômen, punhos e coxas. Além disso, a médica observou palidez e rigidez na mandíbula.
A equipe médica realizou manobras de reanimação que duraram aproximadamente duas horas, seguindo protocolos padrão de emergência. Durante todo esse procedimento, o pai da criança, Leniel Borel, solicitou que a equipe continuasse tentando salvar o menino, conforme relatado pela testemunha.
Comportamento de Jairinho durante o atendimento
A médica também foi questionada sobre a atuação de Jairinho durante o atendimento de emergência. Segundo seu relato, o acusado "passou o tempo todo apoiando Monique" enquanto a equipe trabalhava para tentar reanimar o menino. Esse depoimento fornece detalhes sobre o comportamento dos dois acusados naquele momento crítico.
Julgamento em andamento
Este depoimento marcou o terceiro dia do julgamento dos réus pela morte de Henry, que ocorreu em março de 2021. O processo tem sido caracterizado por longos e detalhados depoimentos de testemunhas, além de embates técnicos entre a acusação e a defesa. A corte tem apresentado também imagens e vídeos relacionados aos últimos dias de vida do menino, documentando eventos importantes que precederam sua morte.
O julgamento continua apresentando evidências e testemunhas que buscam esclarecer as circunstâncias da morte de Henry Borel, um caso que gerou grande repercussão na mídia e na opinião pública brasileira.
