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Luana Piovani revela como abandono paterno moldou suas relações amorosas e relacionamentos

Luana Piovani conta como abandono paterno afetou suas relações amorosas e como a terapia transformou sua vida emocional.
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Amanda Clark

O impacto emocional do abandono paterno na vida de Luana Piovani

A atriz Luana Piovani abriu seu coração em entrevista à jornalista Maria Fortuna no videocast 'Conversa vai, conversa vem', transmitido pelo GLOBO no YouTube e Spotify. Durante a conversa, ela relatou um momento marcante de sua infância que moldaria suas relações amorosas por anos: quando descobriu que seu pai biológico havia aberto mão do pátrio poder para não pagar pensão alimentícia.

O episódio ocorreu de forma simples, mas profundamente impactante. Enquanto enxugava louça em um sábado, Luana perguntou à mãe uma questão que revelava sua compreensão infantil do abandono: "Mãe, o meu pai me deu?" A mãe, enfrentando uma situação delicada, tentou explicar que ele não a havia dado porque ela não era um pacote, mas que havia achado melhor assim. A resposta, apesar de bem-intencionada, desencadeou uma crise emocional na criança.

O padrão de relacionamentos como resposta ao abandono

A atriz reconhece que esse abandono gerou um padrão comportamental específico em suas relações com homens. Ela estava constantemente tentando organizar sua relação com o pai biológico através de seus relacionamentos amorosos, sem perceber conscientemente que fazia isso. O medo do abandono tornou-se uma força motriz em suas escolhas e comportamentos relacionais.

Com medo de ser abandonada novamente, Luana relatou fazer tudo para que o relacionamento fosse perfeito, vivendo em constante vigilância contra erros que pudessem desencadear uma nova saída. "Fazia tudo para o relacionamento estar perfeito. Não podia errar... vai que ele me abandona de novo?", confessou.

Foi apenas aos 20 anos, quando começou a fazer terapia, que ela compreendeu esse padrão e suas raízes. Sua analista ofereceu uma perspectiva crucial: "Você nunca foi embora, sempre foi deixada. E revive a vida inteira o abandono. Cada saída, um abandono de novo." Essa compreensão profunda ajudou Luana a processar o trauma e trabalhar em sua saúde emocional.

Relacionamentos amorosos e a dificuldade em encontrar parceiros genuínos

Quando questionada sobre seus relacionamentos passados, Luana foi clara e bem-humorada ao descrever seus encontros com o que ela chama de "boys lixo". Ela revelou que possui um "olho treinado" para o estético e o esteticamente organizado, nunca se interessando por alguém que não tivesse essas características. Seus critérios incluem inteligência, gentileza e generosidade.

Sobre a identificação de relacionamentos ruins, Luana apontou o ghosting como o principal indicador de um "boy lixo". Alguns desaparecem após dois dias, outros em 15 minutos, e um caso memorável envolveu um mês e meio de silêncio. Com seu senso de humor característico, ela comentou sobre esse último caso: "Pena, não conseguiu usufruir do bilhete premiado, perdeu, papai."

Quando questionada se havia encontrado um "boy bom", Luana respondeu de forma reflexiva: "Boy bom eu estou achando que não tem." Essa declaração reflete não apenas sua experiência pessoal, mas também sua visão crítica sobre os relacionamentos amorosos contemporâneos.

A jornada de autoconsciência e cura

A história de Luana Piovani é um testemunho de como traumas de infância podem moldar nossas escolhas adultas, mas também de como a terapia e o autoconhecimento podem transformar essas dinâmicas. Ao reconhecer seus padrões comportamentais, ela tomou o controle de sua narrativa e começou a entender melhor suas motivações e medos.

Sua abertura sobre essas questões pessoais em uma plataforma pública demonstra a importância de discutir saúde mental e relacionamentos de forma honesta, contribuindo para uma conversa mais ampla sobre o impacto do abandono paterno e seus efeitos duradouros nas relações amorosas futuras.

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