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Caiado, Zema e Renan criticam juros altos e gastança do governo Lula em evento com empresários

Caiado, Zema e Renan criticam juros altos e gastos do governo Lula em conferência do Santander Brasil com empresários.
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Amanda Clark

Presidenciáveis denunciam crise fiscal e endividamento recorde durante conferência do Santander

Durante a 27ª Conferência Anual do Santander Brasil, realizada em São Paulo, três candidatos à presidência apresentaram críticas contundentes à gestão econômica do governo Lula. Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) dirigiram-se a uma plateia composta por empresários, gestores financeiros e investidores, abordando temas cruciais como a taxa de juros elevada, o descontrole fiscal e a inadimplência recorde que afeta tanto pessoas físicas quanto jurídicas no país.

Ajuste fiscal como prioridade absoluta

Em consonância, os três candidatos defenderam um ajuste fiscal imediato como medida essencial para reduzir a taxa de juros e retomar o ciclo de investimentos no Brasil. Renan Santos enfatizou que o país precisa sair do "buraco" de baixa produtividade e falta de esperança através de reformas estruturais profundas. Para o candidato da Missão, o ajuste fiscal constitui a prioridade máxima e deve ser implementado já na transição de governo.

Santos argumentou que o problema fiscal se resolve pela contenção de despesas, não por receitas extraordinárias. Propõe uma "super reforma fiscal" envolvendo a desvinculação e desindexação de verbas destinadas à saúde, educação, aposentadoria e salário mínimo, transformando os cortes em superávit e investimentos.

Inadimplência como calamidade social

O candidato identificou a inadimplência recorde dos brasileiros, com quase 84 milhões de pessoas negativadas, como uma "calamidade social". Atribuiu este cenário à falta de educação financeira nas escolas e ao impacto das apostas online, acelerando o endividamento. Santos criticou programas como o Desenrola, afirmando que consolidam uma "cultura de inadimplência" no país ao demonstrar que o Estado age de forma perdulária e estimula comportamentos similares na população.

Propostas de modernização econômica

Renan Santos apresentou uma agenda de investimentos voltada para Inteligência Artificial, sugerindo que o Brasil aproveite suas matrizes energéticas limpas para atrair Data Centers e explore o processamento de terras raras, inserindo-se na nova cadeia industrial global.

Romeu Zema: privatizações e corte de gastos

Romeu Zema identificou a responsabilidade fiscal como o "ponto número 1" para recuperar a credibilidade nacional. Defendeu a privatização ampla, afirmando que não existem "vacas sagradas", pois as estatais, embora estratégicas para políticos, prejudicam a sociedade. Propôs um choque de gestão para eliminar a "gordura" do Estado, cortando privilégios como quinquênios e promoções automáticas.

O candidato do Novo argumentou que 80% dos brasileiros compram financiado e, com os juros atuais, acabam pagando por "dois carros" ao comprar um, asfixiando o orçamento familiar. Para Zema, reduzir a "gastança" permitiria que os juros caíssem para níveis "civilizados", em torno de 6%, possibilitando que as pessoas paguem suas dívidas e retomem o consumo de forma saudável.

Ronaldo Caiado: reforma constitucional fiscal

Ronaldo Caiado acusou o governo de ser perdulário, utilizando "bypass" contábil através de créditos extraordinários que constitucionalmente deveriam ser restritos a situações de guerra ou calamidade. Classificou o governo como "retrógrado", focando na exportação de commodities em vez de investir em tecnologia e inovação.

O ex-governador de Goiás ressaltou que existem 9,1 milhões de empresas inadimplentes no Brasil. Sua proposta central é uma Emenda à Constituição que estabeleça um limite rígido para despesas, restringindo o crescimento dos gastos públicos a apenas 40% ou 50% do crescimento do PIB, dando previsibilidade aos empresários e gerando queda real na inflação e nos juros.

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