Anvisa suspende produtos de monitoramento de glicose
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização, distribuição e importação de produtos críticos para a saúde de diabéticos. Na última sexta-feira (10), a agência reguladora emitiu uma proibição abrangente contra a fita teste para monitor de glicose Bioland e o monitor de glicose Bioland, fabricados a partir de 16 de março de 2026, produzidos pela empresa Controller Comércio e Serviços Ltda.
A decisão foi fundamentada em uma inspeção rigorosa realizada em fevereiro, que revelou graves violações das Boas Práticas de Fabricação de Dispositivos Médicos. Essa descoberta coloca em risco a qualidade e a confiabilidade dos produtos utilizados por milhares de pacientes brasileiros que dependem desses equipamentos para o monitoramento diário de seus níveis de glicose.
Equipamentos estéticos sem autorização regulatória são proibidos
Em uma ação complementar, a Anvisa também determinou a proibição definitiva dos dispositivos médicos Sculptlift Pro, Rejuvelift Pro, Lift Contour, Diamond Pro e Máscara Lumimask, comercializados pela empresa Ben-Hur Comércio de Importação e Exportação Ltda. A medida abrangente proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e o uso desses equipamentos em todo o território nacional.
Falta de registro e autorização de funcionamento
O principal problema identificado pela Anvisa é que esses produtos não possuem registro na agência reguladora. Além disso, a empresa responsável pela venda e distribuição dos equipamentos não possui autorização legal de funcionamento junto à agência. Essa prática representa uma violação séria das normas sanitárias brasileiras, colocando em risco a segurança dos consumidores que adquiriram esses produtos.
As ações da Anvisa refletem o compromisso da agência em proteger a saúde pública e garantir que apenas produtos regularizados e fabricados sob rigorosos padrões de qualidade cheguem ao mercado brasileiro. Os consumidores que possuem esses produtos são orientados a interromper o uso imediatamente e procurar alternativas autorizadas e seguras para o monitoramento de glicose e tratamentos estéticos.
Essas proibições reforçam a importância da vigilância constante do mercado de dispositivos médicos e a necessidade de denunciar produtos irregulares às autoridades sanitárias competentes.
