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Julgamento de Jairinho e Monique: 9º dia marca confissão de Monique e defesa emocionante do réu

Nono dia do julgamento de Jairinho e Monique marca confissão de Monique e defesa emocionante do ex-vereador pela morte de Henry Borel em 2021.
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Amanda Clark

Nono dia de julgamento: momentos cruciais na morte de Henry Borel

O nono dia do julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros foi marcado por depoimentos contundentes dos dois réus e por um momento histórico: pela primeira vez, Monique Medeiros atribuiu a responsabilidade da morte de seu filho Henry ao ex-companheiro. Após aproximadamente seis horas de interrogatório, a mãe da criança negou qualquer participação no crime, afirmando ter sido enganada por Jairinho e que apenas recentemente chegou à conclusão sobre a culpabilidade do ex-companheiro após analisar provas e depoimentos reunidos no processo.

Jairinho, ouvido do final da tarde de terça até a madrugada de quarta-feira, voltou a negar todas as acusações de agressões contra Henry, contestando pontos centrais da acusação e apresentando sua própria versão dos acontecimentos da noite em que o menino de 4 anos faleceu em março de 2021.

O caso Henry Borel: antecedentes e acusações

Henry Borel morreu em março de 2021, vítima de sucessivas agressões no apartamento onde residia com a mãe e o então padrasto na Barra da Tijuca, segundo a acusação. Jairinho responde por homicídio triplamente qualificado, tortura e outros crimes relacionados. Monique é acusada de participação nos fatos e de não agir para impedir as agressões que vitimaram a criança. Ambos negam as acusações.

Monique culpa Jairinho pela morte de Henry

Em um dos momentos mais aguardados do júri, Monique afirmou acreditar que Jairinho foi responsável pela morte de Henry. Quando questionada sobre quem teria provocado as lesões apontadas pela perícia, ela respondeu que agora atribui o crime ao ex-companheiro. A ré explicou que demorou a chegar a essa conclusão porque confiava na versão apresentada por Jairinho durante a investigação inicial.

Monique nega participação e defende inocência

Ao longo de seu interrogatório, Monique negou qualquer participação na morte de Henry e rejeitou as acusações de que teria sido conivente com agressões. Em diversos momentos, ela chorou ao falar do filho, afirmando que jamais faria mal à criança e que desconhecia as agressões descritas pela acusação. A ré também contestou o depoimento da ex-babá Thayná Ferreira, uma das principais testemunhas do processo, afirmando que se tivesse sido informada sobre qualquer agressão praticada por Jairinho, nunca teria deixado o filho sozinho com ele.

Defesa emocional de Jairinho e suas negações

Jairinho iniciou seu interrogatório com um apelo aos jurados, citando Jesus e a busca pela verdade. O ex-vereador rejeitou acusações de violência doméstica feitas por ex-companheiras ao longo dos anos, admitindo repetidas traições em seus relacionamentos, mas afirmando nunca ter agredido nenhuma mulher. Ele também negou ter agredido os enteados Enzo e Kaylane, filhos de uma ex-companheira.

Em um dos momentos mais emocionados de seu depoimento, Jairinho chorou ao falar sobre Henry e declarou que a coisa que mais queria no mundo era que a criança estivesse viva. O ex-vereador afirmou que sua vida e sua família foram destruídas por uma história que, segundo ele, foi criada de forma equivocada.

Versão de Jairinho sobre a madrugada da morte

Jairinho descreveu sua versão detalhada das horas que antecederam a morte de Henry, afirmando que após voltar da casa do pai, o menino tomou banho, recusou-se a jantar e foi dormir. Segundo ele, Henry acordou três vezes durante a madrugada chamando pela mãe e Monique o levou de volta ao quarto em todas as ocasiões. O réu também admitiu pela primeira vez que costumava brincar de "dar banda" com Henry, descrevendo a expressão como uma brincadeira feita na presença de familiares, não uma rasteira como foi interpretado.

Questionamentos sobre investigação e evidências

Jairinho contestou pontos centrais da acusação, afirmando que sinais de espancamento teriam sido percebidos por médicos e familiares caso realmente existissem antes da chegada ao hospital. O réu também negou ter dito à polícia que Henry caiu da cama e sustentou que fatos ocorridos durante o atendimento médico não foram devidamente considerados ao longo do processo.

Na reta final de seu interrogatório, Jairinho voltou a negar participação na morte do menino, afirmando acreditar que pessoas próximas à família sabem que ele não cometeu o crime, em particular Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação no processo.

Próximos passos do julgamento

O julgamento será retomado na manhã desta quarta-feira, às 10h, quando serão realizados os debates entre defesa e acusação, seguidos do veredicto dos jurados que decidirá o destino dos dois réus neste caso que chocou o país.

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