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Thiago Miranda encerra agência MiThi dias após ser alvo da PF na operação Master

Thiago Miranda anuncia encerramento de agência MiThi dias após ser alvo da PF na operação que investiga Banco Master
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Amanda Clark

Encerramento da agência após investigação da Polícia Federal

O empresário Thiago Miranda anunciou nesta segunda-feira o encerramento das atividades da agência MiThi, empresa de comunicação que fundou há uma década. O anúncio ocorre apenas quatro dias após Miranda ter sido alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Федeral (STF), no contexto da 10ª fase da Operação Compliance Zero.

A investigação conduzida pela Polícia Federal apura uma suposta estrutura montada para defender interesses do Banco Master nas redes sociais. Conforme a decisão do ministro do STF, a corporação aponta Thiago Miranda como um dos articuladores do chamado "Projeto DV", iniciativa que contratava influenciadores digitais para publicar conteúdos favoráveis ao banco e críticos ao Banco Central após a liquidação da instituição.

Comunicado oficial e reorganização estratégica

Em publicação nas redes sociais, Miranda afirmou que, "depois de uma década de muito trabalho, desafios e conquistas", decidiu encerrar as atividades da empresa para iniciar "um novo ciclo" profissional. O empresário agradeceu a clientes, amigos e parceiros na mensagem, porém não fez qualquer referência à operação da Polícia Federal.

A MiThi divulgou uma nota oficial informando o encerramento das operações após dez anos de atuação no mercado de comunicação e branding. Segundo o comunicado, a decisão decorre de uma "reorganização estratégica" e a empresa cumprirá normalmente suas obrigações de transição com clientes e parceiros. Assim como a publicação pessoal de Miranda, o texto oficial não menciona a investigação em andamento.

Acusações e defesa do empresário

A Polícia Federal também atribui a Miranda participação na tentativa de levantar informações sobre jornalistas e outros personagens considerados adversários dos interesses de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Conforme relatado na decisão judicial, essa ação integrava a estratégia de defesa dos interesses da instituição financeira.

Em depoimento prestado anteriormente à investigação, o empresário admitiu ter coordenado a contratação de influenciadores digitais, mas afirmou que sua atuação se restringia à prestação de um serviço de gestão de crise. A defesa de Thiago Miranda negou a prática de qualquer irregularidade, sustentando que o empresário sempre atuou dentro da legalidade e que a existência da investigação não autoriza conclusões antecipadas sobre sua responsabilidade.

Contexto da Operação Compliance Zero

A Operação Compliance Zero representa um esforço da Polícia Federal em investigar potenciais violações relacionadas à manipulação de opinião pública e práticas irregulares no setor financeiro. O Banco Master, que foi liquidado, é o foco central dessa investigação, que busca esclarecer como recursos foram utilizados para influenciar narrativas nas redes sociais e na mídia em geral.

O timing do anúncio do encerramento da MiThi, realizado dias após os mandados de busca, levanta questões sobre possíveis conexões entre a investigação e a decisão empresarial. Porém, Miranda e sua defesa mantêm que a decisão reflete simplesmente uma escolha estratégica de negócios e reorganização profissional.

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