Você está em:

Brasil quita R$ 4,6 bilhões em dívidas com organismos internacionais

R$ 2,73 bilhões são de passivos no fim de 2022 – dívidas que não foram pagas nos exercícios anteriores
Picture of Amanda Omura

Amanda Omura

O Brasil quitou R$ 4,6 bilhões em dívidas com organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e outros. As informações são do Ministério do Planejamento e Orçamento, nesta quinta-feira (4).

Segundo a pasta, do total:
R$ 2,73 bilhões são de passivos consolidados em 31 de dezembro de 2022. Ou seja, débitos não pagos nos exercícios anteriores;
R$ 1,89 bilhão são referentes ao ano de 2023.

De acordo com a pasta, foram pagos em 2023:
R$ 289 milhões em orçamento regular à ONU;
R$ 1,1 bilhão de passivos referentes a missões de paz da ONU;
R$ 500 milhões ao Fundo para Convergência Estrutural do Mercosul.

O Ministério de Planejamento e Orçamento não detalhou os demais pagamentos.

A pasta afirma que a quitação dos débitos com a ONU assegura o direito de voto do Brasil na Assembleia Geral das Nações Unidas em 2024.

Em 2023, o país também retomou o direito de voto na Organização Internacional para as Migrações (OIM); na Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO); na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA); na Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) e no Tribunal Penal Internacional (TPI).

No Orçamento de 2024, as despesas com contribuições a organismos internacionais foram classificadas como obrigatórias. Para o governo, isso “evitará o acúmulo futuro de passivos com organismos internacionais de direito internacional público”.

Em nota, o Ministério afirmou que o pagamento “fortalece a imagem do Brasil no cenário internacional global e regional, reafirma o compromisso do país com o multilateralismo e reforça a capacidade de atuação diplomática em prol dos interesses nacionais e dos princípios que regem a política externa brasileira”.

Dívida com a ONU
Em 2022, após levantamento a pedido da BBC News Brasil, a ONU indicou que a dívida do Brasil era de US$ 306 milhões, o equivalente a R$ 1,5 bilhão à época.
Pelas regras da organização, caso um país acumule uma dívida equivalente a dois anos ou mais de suas contribuições regulares, ele pode perder o direito de voto. O Brasil havia feito alguns pagamentos da dívida para evitar essa consequência.

No fim de 2020, por exemplo, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou um projeto de lei que abriu crédito suplementar de R$ 3,3 bilhões para pagar parte das dívidas.

Regras
A perda do direito de voto nunca aconteceu com o Brasil desde que a organização foi criada, em 1945. Segundo a assessoria de imprensa da ONU, não há indicação de qualquer mudança no direito de voto do Brasil no momento.

Posts Relacionados

Petróleo em alta: como a valorização do barril impulsiona a arrecadação do governo em 2026

Petróleo em alta: como a valorização do barril impulsiona a arrecadação do governo em 2026

Saiba como a valorização do barril de Brent e aumento de produção podem elevar em 40,4% a arrecadação governamental com petróleo em 2026.

Pesquisa revela disparidade de gênero: 52% dos pais recebem incentivo empresarial versus 43% das mães

Pesquisa revela disparidade de gênero: 52% dos pais recebem incentivo empresarial versus 43% das mães

Pesquisa revela que 52% dos pais recebem incentivo empresarial para priorizar família, contra 43% das mães. Conheça os dados sobre equidade de gênero.

Lucro de 5 Gigantes Petrolíferas Dispara 160% com Tensões no Irã e Atinge US$ 47 Bilhões

Lucro de 5 Gigantes Petrolíferas Dispara 160% com Tensões no Irã e Atinge US$ 47 Bilhões

Gigantes petrolíferas registram lucros recordes de US$ 47 bilhões com aumento de 160% devido a tensões no Irã. Saiba mais sobre o impacto geopolítico.

Ministro da Fazenda atribui alta da dívida pública aos juros, não ao resultado do governo

Ministro da Fazenda atribui alta da dívida pública aos juros, não ao resultado do governo

Ministro da Fazenda atribui alta da dívida pública aos juros elevados. Dívida atinge 81,9% do PIB em junho de 2026.

CEO do Bradesco descarta adesão ao Desenrola Adimplentes e registra lucro recorde de R$ 7,1 bilhões

CEO do Bradesco descarta adesão ao Desenrola Adimplentes e registra lucro recorde de R$ 7,1 bilhões

Bradesco descarta Desenrola Adimplentes e registra lucro recorde de R$ 7,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. CEO otimista com cenário.

Aposentados que dependem de cuidador podem receber acréscimo de 25% do INSS

Aposentados que dependem de cuidador podem receber acréscimo de 25% do INSS

Benefício conhecido como auxílio-acompanhante é exclusivo da aposentadoria por incapacidade permanente e exige comprovação em perícia; em 2021, o STF barrou a extensão às demais

Compra do mês consome quase dois terços do salário mínimo do brasileiro, aponta estudo

Compra do mês consome quase dois terços do salário mínimo do brasileiro, aponta estudo

Levantamento da dunnhumby com mais de 10 mil consumidores mostra famílias dividindo as compras entre até quatro redes para conter o peso da comida no

Itaú renegocia R$ 1,1 bilhão no Desenrola 2 e atende 371 mil clientes

Itaú renegocia R$ 1,1 bilhão no Desenrola 2 e atende 371 mil clientes

Itaú renegocia R$ 1,1 bilhão no Desenrola 2, atende 371 mil clientes e registra lucro de R$ 12,4 bilhões no 2º trimestre.

pt_BRPortuguese