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iFood revoluciona entregas em Alphaville com drones: primeira operação em condomínio de São Paulo

iFood inicia operações com drones em Alphaville, São Paulo. Primeira entrega aérea em condomínio fechado da Grande SP.
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Amanda Clark

iFood inicia operações com drones em Alphaville

Desde o meio-dia de segunda-feira, os 2.500 moradores do condomínio Alphaville Residencial Zero, em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, passaram a receber suas encomendas do iFood através de uma tecnologia inovadora: drones autônomos. Esta marca um momento histórico para a Grande São Paulo, sendo a primeira vez que o modelo chega a um condomínio fechado na região.

A operação estabelece uma conexão direta entre os restaurantes localizados no shopping Iguatemi Alphaville e o residencial, que está posicionado a 3,5 quilômetros de distância. O trajeto é percorrido pelas aeronaves em aproximadamente cinco minutos, representando uma redução significativa no tempo de entrega em comparação aos métodos convencionais.

Como funciona o sistema de entrega com drones

O processo operacional é bem estruturado e integra diferentes tecnologias. Após o preparo do pedido, o restaurante entrega a sacola para a ADA, um robô terrestre desenvolvido pelo iFood, que transporta o pacote até a base de decolagem. Uma vez na base, o drone é carregado e segue automaticamente até o condomínio, onde um entregador aguarda para completar o último trecho da entrega até a porta do cliente.

Os drones operam de forma totalmente automatizada, mas sob supervisão constante de um operador humano. As aeronaves possuem autonomia de até 10 quilômetros em trajetos de ida e volta, ou 23 quilômetros em um único sentido, com velocidades máximas de até 50 km/h. Atualmente, cada aeronave suporta cargas de até 10 quilos, embora a certificação vigente autorize apenas o transporte de pacotes com até 5 quilos.

Acompanhamento de pedidos em tempo real

Os consumidores poderão acompanhar seus pedidos através do mapa do aplicativo iFood da mesma forma que fazem com entregas convencionais, proporcionando transparência e segurança na operação.

Solução para problemas de acesso a condomínios

Uma das grandes vantagens da tecnologia de drones é resolver um problema crônico enfrentado pelas plataformas de entrega: a demora causada pelo cadastro obrigatório de entregadores nas portarias de condomínios fechados. Em Barueri, aproximadamente metade dos entregadores preferia recusar corridas para o local devido a esse obstáculo burocrático, reduzindo significativamente a disponibilidade de serviço.

Segundo Arnaldo Bertolaccini, Vice-Presidente de Logística do iFood, essa nova modalidade não implicará em custos adicionais para os consumidores. Além disso, a empresa garante que não haverá perdas financeiras aos entregadores, pois o tempo economizado na eliminação do cadastro será compensado pelo aumento no volume de entregas disponíveis na área atendida.

Expansão e perspectivas futuras

A rota em Alphaville contará com dois drones operacionais e tem a expectativa de realizar cerca de 500 entregas por mês. O sucesso dessa operação segue o modelo já implementado em Recife, onde os drones ajudaram a transpor barreiras geográficas de mata nativa que tornavam as entregas extremamente lentas.

Em setembro do ano anterior, o iFood retomou comercialmente as entregas por drones após obter a primeira autorização permanente do Brasil para voos sobre áreas povoadas, em Aracaju. Naquela cidade, o tempo total de deslocamento reduziu de aproximadamente uma hora para apenas 30 minutos com a integração aérea, e a operação já ultrapassa mil pedidos mensais.

A ambição do iFood é replicar esse modelo em outros empreendimentos próximos ao shopping Iguatemi, criando um ecossistema de entregas aéreas que destrave novos condomínios e expanda a cobertura de atendimento com a mesma infraestrutura.

Desafios técnicos e segurança

Manoel Coelho, cofundador e CEO da Speedbird Aero, empresa que fabrica os drones utilizados pelo iFood, afirma que a rota em Barueri está entre as mais complexas já desenvolvidas. Considerando que o Brasil possui o segundo espaço aéreo mais congestionado do mundo, operações desse nível exigem tecnologia de ponta, máxima segurança e confiança absoluta nos equipamentos.

Cada rota de drone, incluindo a altitude de operação, é cuidadosamente predeterminada para garantir consistência nas operações. A Speedbird Aero também trabalha no desenvolvimento de uma tecnologia inovadora para aumentar a precisão da previsão de condições climáticas ao longo das rotas. O desafio particular é que drones operam muito mais próximos do solo do que aeronaves convencionais, para as quais foram desenvolvidos os sistemas tradicionais de monitoramento. Apesar ainda estar em testes, as aeronaves já demonstraram resistência comprovada em condições climáticas adversas em outros países onde são utilizadas.

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